quarta-feira, 31 de agosto de 2011

A guerra dos SmartPhones

Após o lançamento do primeiro iPhone em 2007 pela Apple uma guerra teve inicio que ainda não teve fim. Finalmente uma empresa de computadores invadia o mundo dos celulares com  tanta voracidade e apetite por mercado. Parecia que ela falava:

- Agora o nível é este aqui! Quem vai encarar?

Me lembrou as bombas nucleares americanas lançadas no Japão para dar fim a segunda guerra mundial.

A Apple em 2007 lançou seu famoso iPhone com um sucesso espetacular. Ele conseguiu modificar e aperfeiçoar o conceito dos antigos Palms integrando com um telefone e uma experiência de usabilidade nunca antes tida pelos usuários de telefones. Simplesmente ela deixou um único botão algo inimaginável para smartphones com milhares de botões da época e não satisfeita jogou no lixo o conceito da canetinha de plástico da palm. Deixando a interação com o usuário através de uma tela de alta qualidade e com ótima resposta ao toque. (http://pt.wikipedia.org/wiki/IPhone)

Além de criar um telefone esplendido no conjunto de hardware e software também trouxe junto um marketplace onde milhares de desenvolvedores independentes e empresas poderiam distribuir suas aplicações. Muito baseado no conceito de venda de música do antigo iPod sendo que agora ela vendia aplicações.

Todas as empresas de celulares olhavam para o iPhone, e pelo jeito parecia impossível competir com um sistema operacional com uma ótima experiência com o usuário, uma legião de aplicações desenvolvidas  e pessoas fascinadas por ele. Os celulares da Nokia, Motorola, BlackBerry, Sony, LG, Samsung, HTC e os chings lings pareciam  defasados pelo menos uns 10 anos.

Várias tentativas foram realizadas por essas empresas em busca de chegar perto em qualidade do iPhone. Contudo, o iPhone reinava soberano e absoluto. Um dia a HTC fez um lançamento tímido chamado de o Celular do Google (http://tecnopot.com.br/htc-g1-novo-celular-google-com-android/). Na verdade era um celular com o sistema operacional Android. O Android é um sistema em código livre baseado em linux.

Após algum tempo  Motorola, Sony, Samsung e cia começaram a produzir celulares com o Android. Com exceção da Nokia que investia muito no seu sistema o Sybiam e da  BlackBerry com seu RIM.  E ficou assim  a gerra no mundo dos Smartphones. iPhone iOS, um conjunto de companhias com Android, Nokia com Symbian e Black Berry com o RIM.

Foi nesse ponto que a guerra mudou. Para mim a Google usou uma tática que a Microsoft tinha usado na época do lançamento dos primeiros PCs com DOS e Windows. Ou seja, dar o sistema operacional o Android (equivalente ao Dos/Windows) e ajudar essas empresas a construir Smartphones (PCs na época) em um nível tão bom ou similar ao  iPhone (Macs).  Enquanto isso a Nokia e a BlackBerry estavam patinando e perdendo mercado.

No final de 2010 e incio de 2011 o Android passa iOS em número de aparelhos vendidos. Nessa mesmo época a gigante Microsoft que já tinha entrado no mercado de sistemas operacionais para smartphones a muito tempo contudo sem muito sucesso finalmente começa a querer entrar nessa guerra. Junto com ela a HP que adquiriu a Palm com WebOS também quer moder parte do mercado.

A Microsoft firmou uma parceria de exclusividade com a Nokia para inserir seu novo sistema no mercado o Windows Phone 7. Essa parceria ainda não teve frutos, mas é uma grande aposta. O Windows Phone 7 tem uma vantagem sobre o Android. Quem cuida das atualizações dele é a própria Microsoft assim como ela faz com os PCs. Quem já teve um Android sabe o quanto é ruim e frustante é esperar atualizações vindas unicamente dos fabricantes e não do Google.

Enquanto isso a HP, que parecia ter entrado como uma opção, decepcionou a pouco tempo desistindo dos seus clientes e descontinuando o WebOS. Ela talvez fosse uma ótima opção,  contudo ela parece ter preferido gastar sua força em outra guerra, a da computação nas nuvens. Uma pena mesmo, pois se ela seguisse o exemplo da Microsoft com seu XBox talvez tivesse lucrado no segunda ou terceira geração de seu produto.

Vamos esperar o que acontece.
Abraços.

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